quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Poema 19



Xenofobia sonora


Pernas largas, pernas longas
Cabelinhos dourados ou avelanizados
Rostinhos bonitos, maneiras tão agradáveis
Quanto sal em feridaChiados, erre enrolados
Sons inusitado, línguas e dentes trincados
Total falta de leveza
Preferiria ouvir uma morena mulata, um saúba negróide ou um branquelo grosseiro
Toar-me loas sobre acontecidos da cidade
Tão importantes a nosso rio vital de conhecimento
Como para um chiado, um erre enrolado
Precisa ver TV pra saber o que se sucede em sua comuna
Nos vangloriamos de saber de nossas notícias por línguas quentes ao invés
De ouvir frias ondas sonoras, vindas de ar poluído
De idéias tão desencontradas

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Poema 18


Percepção

O vento corre , flecha alma, transpassa e morre
Minh' alma flutua no espaço
Não há cadência
A vida levo no compasso não marcado
Corre flecha livre no bosque
A procurar espíritos tão quão insatisfeitos
Corre flecha profunda e perfura o meu peito
E fura minhas antigas idéias
Rasgue-as como papel
Não se importa em ser delicada
Corre fecha, tira-me do gozo e me joga no calabouço dos terriveis pensamentos
Flecha tu nunca vens com aviso previo sem som ou ruído
Apenas um simples roçar no arco
E atravessa-me sem pedir licença