sábado, 29 de dezembro de 2007

poema 12

Saudades

Saudade é aquele sentimento que geralmente invade o nosso corpo
quando sentimos falta de algo querido
Saudades da infância que não volta mais
saudades da adolescência tão curta
Saudades das pessoas que me sentei ao lado no ônibus e conversei e nunca mas as vi
Saudades das que sentei ao lado e não falei
Saudades do dia que ainda não terminou e foi tão bom
Saudades dos amigos em o tempo levou embora
E saudades dos amigos que nem mesmo conheci
mas já sei que vou sentir a falta deles quando forem embora
Saudades da época em que não sabia de nada
Saudades da época em que eu sabia de tudo
Saudades de quando eu era um pequeno grão nas entranhas de minha mãe
Saudades das estorias que meu pai contava para mi quando pequena
Saudades dos fins de tarde vendo o sol vermelho se pôr com seu ar de mistério
Saudade é aquele sentimento que geralmente invade o nosso corpo quando estamos desarmados e desprotegidos
Saudade é a fraqueza da carne e a beleza do espírito.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

poema 11


SER ESPECIAL!



Eu sempre quis ser especial

Mesmo quando eu não tinha

Consciência de ser eu mesmo

Eu sempre quis ser especial

Ser especial

Ser especial

Ser especial

Ser espacial

Ser de outra galáxia

Ser de outro mundo

Ser de outro lugar

Eu sempre quis ser...

Espera aí
EU SOU ESPECIAL

EU SOU ESPECIAL

PORQUE EU SOU EU

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

poema 10

Pensnado Nela

Ela é amante
Mas a vida é meu esposo
Gostaria de saber que é ela
Sem precisar me entregar
E depois de tocá-la voltar,
Viver tanto até morrer

Sei que ela me namora
E eu nada posso fazer
A não ser sorrir de volta
Até o dia em que acariciar meus cabelos
E levar-me embora.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

poema 9

Quando há tristeza

Não adianta
Não tem mais jeito
Quando a alma rejeita
Qualquer leveza

Seria mais fácil
Arruinar um lindo palácio
Do que pôr mais vida
Em teus lábios

Você nem imagina
Não ver a magia
Das coisas que nos arrodeia

Porém quando não há mais jeito
Quando tudo perde a beleza
E porque só há tristeza

sábado, 15 de dezembro de 2007

poema 8

Será que é um homem ou será mulher ?
quem será este ser que está do meu lado?
Será que haverá sexo no céu
ou haverá seu sexo?
O que faz de mim homem ou mulher?
gônadas não limitam vontade ou imaginar
no sexo dos humanos ser reto não é tão fácil
ou seguir uma linha do desejo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Poema 7

A matéria- prima

Sou a matéria em estado bruto
Mas eu não vim do nada
Vim de algum lugarEnviada por alguma pessoa
Que tem a resposta das minha angústias

Oh vida materialista, vida terrena
Terrena demais para mim
Dormir acordar , dormir e acorda
Dormir, Oh dormir preparação saborosa para morte
Acordar, Ah acordar, despertar, avançar , ousar, atrever-se
São tantos verbos que posso mencionar
Mas nenhum pára o meu desejo de saber, de saber
De que matéria eu vim? do que sou feita?
O que me perece o que me fortalece
De que matéria procedo
Não sei!
Talvez alguém algum dia possa me dizer.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

poema 6



O que eu quero de mim?

Começo o meu discurso
Com qualquer ditador
Louco para despejar
Minhas verdades absurdas

Que fazem tanto sentido
Para mim como o mar
Sem peixes seria mais triste

E vem você agora me falar parar
Mas eu não quero !
Eu quero sempre mais !
E bem melhor !


Não me importo Só sinto angústia
Por não ser sempre perfeito
O que eu quero de mim?


Só quero um pouco de paz
Para descansar no meu leito de morte
Quando a minha hora chegar.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

poema 5




Todo mundo é intocável




Morre a noite


Nasce o dia


Mas como pode a dúvida persistir


Em mim


Se a pelúcia que toca meus dedos


Não é a pelúcia


Que acaricia os meus dedos


É triste saber


Que o que eu sinto


Não é exatamente o que


Eu sinto


Mas interpretação


Uma percepção sensorial


Você não sabe mas tudo é intocável


Nada vai ocupar o seu lugar


E não vai tomar


O meu espaço


E os olhos choram


Mas não mudam


A realidade.





quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

poema 4

Poema ao astro

O mar é grande
A vida é curta
Tudo é tão paradoxal
Antes eras trevas
Agora estás clara
Teus raios, eu vejo ainda que tímidos
Cintilam no horizonte vertical
sei que há anjos observando-te
Não tenho ciúmes
E isto não irrita, mas atiça
a minha vontade de contemplar-te
Clareia meu horizonte vertical
Faz-me abrir os olhos
Desperta-me dos meus sonhos
E me faz repousar na minha realidade
Nem tudo o que faço é para ti
Mas tudo o que tu fazes atinge-me
Desculpe-me
Não sabia até hoje que tu importava-se
a tal ponto de me dar o teu calor
Oh Sol da minha vida.

poema 3

Eu 1 ser estranho
Um ser humano
Eu esse saco desajeitado de ossos
De músculo e gordura acumulada
Eu ser mutável e inigualável
Sou a copia fiel de mim
Eu servil e ordinário
Faço a postas para ver a desgraça do meu semelhante
Eu ser honesto e modesto
Faço o meu trabalho achando que (na minha inocência)
Ninguém mais poderá fazê-lo
Eu este ser humano
Eu este ser estranho
Nunca vi em vida
Um real
Um verdadeiro
SER HUMANO!