sexta-feira, 11 de julho de 2008

Poema 29


Tem vida lá (para joaninha)


Tem vida dentro deste guarda-roupa

As blusa mexem-se o perfume exala cheiros meus

Novos e antigos

O pente que já alinhou tantas vezes meu cabelo repousa

As jóias descansam suas pedras e seus brilhos para mias tarde

Brincos simples são os que eu mais gostos

Baús guardam alguns segredos

Presilhas soltas e amaras não prendem ninguém por enquanto

Sapatilhas, sándalias botas cochicham sobre os lugares por onde passaram

As roupas dormem para movimentarem-se depois

E eu só os olhos aqui da cama

Porque agora todos os objetos descansam

E eu sei que tem vida lá dentro

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